APARTAMENTOS
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Pesquisa revela preferências do goianiense na hora de escolher seu imóvel
Pesquisa revela preferências do goianiense na hora de escolher seu imóvel
Em iniciativa inédita, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis identificou as preferências do goianiense na hora de escolher o imóvel para morar. A pesquisa, batizada como Consumo de imóveis: o que deseja o comprador?, realizada no início deste ano, ouviu 401 pessoas, com 18 anos a 82 anos, em Goiânia, e apresenta dados reveladores sobre o perfil do consumidor da capital quando o assunto é a moradia. Os entrevistados também fizeram uma avaliação do desempenho do corretor de imóveis, o profissional do setor imobiliário que presta atendimento direto ao comprador de imóveis.
A pesquisa foi realizada pelo Departamento de Prospecção e Pesquisa do Mercado Imobiliário (Depami) do Creci-Go, contando com a participação da EPOM – Empresa de Pesquisa de Opinião e Mercado.
A metodologia da pesquisa consistiu em entrevistas diretas, com perguntas estimuladas, ouvindo aleatoriamente pessoas dos mais diversos bairros da capital. Os questionários foram aplicados entre os dias 8 e 16 de janeiro de 2011, em pontos estratégicos da Capital para ouvir o público-alvo da pesquisa. A coleta dos dados foi realizada nos seguintes locais: Shopping Bougainville, Portal Shopping, Supermercado Bretas do Parque Vaca Brava, Hipermercado Extra da Avenida Rio Verde, Feira da Estação, Araguaia Shopping, Shopping Plaza D’Oro e Terminal da Praça A. Acompanhe as principais conclusões:
Goianiense é fiel ao setor onde vive
O goianiense é fiel ao setor onde vive e não quer saber de muitas alterações em sua rotina. Mais de 70% dos entrevistados estão satisfeitos com o local onde vivem e não desejam mudar de imóvel. Caso admitissem uma mudança de residência, quase a metade dos entrevistados revelou que optaria por permanecer no mesmo bairro.
Segurança é a principal motivação para goianiense mudar de endereço
No grupo daqueles que manifestaram desejo por viver em um tipo de imóvel diferente (sair de uma casa para um apartamento ou para um condomínio horizontal e assim por diante), a mais da metade deseja mudar-se para apartamento (53,85%). A opção de ir para um condomínio horizontal foi a segunda mais apontada (35,04%). A segurança foi a alternativa mais indicada para se mudar o tipo da moradia (52,14%), opção que está a frente do conforto, lazer e privacidade.
Déficit qualitativo - maioria dos potenciais compradores já tem casa própria
Na pesquisa do Creci-GO, constatou-se que a maioria dos goianienses que manifestaram desejo de mudar de residência já vive em imóvel próprio (67,92%), o que sugere ser bastante significativo o déficit qualitativo da capital. Em outras palavras, prevalece na capital o grupo de quem está em busca de um novo imóvel para melhorar o conforto ou adaptar-se a uma nova fase de vida: casamento, divórcio, nascimento de filhos etc.
Em relação à amostra total, 18,95% dos entrevistados querem mudar de residência, embora já tenham casa própria. Fazendo uma projeção de mercado, sabendo que a população de Goiânia, segundo o IBGE/CENSO 2010 é de 1.302.001 habitantes, o grupo daqueles que querem mudar de residência, e já possuem casa própria, é de 246.729 pessoas. A busca por um segundo ou terceiro imóvel para comprar com a finalidade de moradia é um movimento novo no Brasil. Segundo estudos, o índice é de apenas 1,8 vezes na vida, enquanto que nos países desenvolvidos esse índice chega a oito vezes. “Com o cenário econômico positivo de crédito, emprego e renda, a tendência é que este grupo aumente”, observa Oscar Hugo Monteiro Guimarães, presidente do Creci-GO.
Para quem compra o primeiro imóvel, em geral a preocupação maior é o preço do imóvel e impacto do financiamento no orçamento, que muitas vezes precisa ainda abarcar o aluguel. Já quem está adquirindo mais um imóvel para mudar-se, a prioridade passa a ser o conforto. “É claro que o consumidor continua fazendo contas. Entretanto, quando nesta fase, ele tem maior poder de compra e está mais seletivo, a prioridade passa a ser os diferenciais que o imóvel oferecerá a ele”, avalia Oscar Hugo.
Maioria prefere comprar imóvel de construtora
Predomina, entre os entrevistados, a preferência por comprar um imóvel em lançamento imobiliário (57,61%) a que comprar um imóvel usado (11,72%) ou adquirir o terreno e construir por conta própria (30,67%).
Os melhores setores para se morar, segundo a opinião do entrevistado
Em resposta espontânea, os entrevistados também apontaram os melhores bairros para se morar: Bueno, Jardim América, Marista, Eldorado, Oeste, Jardim Goiás, Parque Amazônia, Leste Universitário, Centro. A percepção do público não necessariamente é idêntica aos setores mais valorizados.
Um comparativo com o último ranking dos setores com maior preço de metro quadrado (medido pelo Depami/Creci-GO) mostra que o Setor Bueno, por exemplo, que é o preferido dos consumidores, está em 5º lugar no ranking dos setores mais valorizados da cidade. Enquanto isto, o Eldorado, que está em 4º lugar na preferência dos entrevistados, possui metro quadrado na 23ª posição entre os bairros onde a verticalização está acontecendo na cidade. “Este é um recado do consumidor ao mercado; ele está sinalizando onde gosta de viver”, diz Oscar Hugo.
Consumidor aprova atendimento do corretor de imóveis
Neste ano, 27 de agosto, os corretores de imóveis completam 49 anos de regulamentação profissional com muito a comemorar: o reconhecimento do público. Na pesquisa Consumo de imóveis: o que deseja o comprador?, quase a metade dos entrevistados disseram já terem sido atendidos por um corretor de imóveis (41,15%). Destes que já foram atendidos, a avaliação do atendimento foi considerada positiva, chegando a 77%.
“É o melhor presente que poderíamos receber, neste momento que estamos rumo ao cinquentenário”, diz o presidente do Creci-Go, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, para quem a categoria colhe os frutos do investimento em qualificação. Desde 2000, em Goiás, foram implantados cursos de formação superior, especializações e cursos complementares à formação básica. Nos últimos quatro anos, segundo dados do Creci-Go, o número de corretores de imóveis dobrou, revelando a atratividade da profissão.
Outro dado revelado pela pesquisa é que a maioria absoluta dos consumidores que já foram atendidos por um corretor de imóveis (90,3%) considerou importante o trabalho deste profissional seja para auxiliar a fazer uma boa pesquisa das ofertas imobiliárias, seja para auxiliar na pesquisa do histórico documental do empreendimento, seja para ajudar a escolher o melhor tipo de moradia.
Para o presidente do Creci de Goiás, Oscar Hugo, o percentual indica uma mudança significativa na imagem que a sociedade faz do profissional do setor imobiliário: “Os consumidores já começaram a enxergar o corretor de imóveis como um consultor de negócios, capaz de identificar o perfil do comprador, de definir o imóvel compatível com seus interesses e auxiliar na busca pelo empreendimento.”
Apesar da avaliação positiva, o corretor de imóveis tem um grande ponto a melhorar, na opinião dos entrevistados. 41,21% dos entrevistados que já foram atendidos por um corretor de imóveis, reprova a insistência do profissional.
Fundos imobiliários são melhor aplicação desde 2005
Fundos imobiliários são melhor aplicação desde 2005
No Brasil, não existe um índice que meça a rentabilidade média dos fundos imobiliários. O indicador desenvolvido pela Rio Bravo considerou a taxa média de retorno paga aos investidores por 13 fundos. A rentabilidade reflete tanto as receitas com aluguéis que foram distribuídas aos quotistas quanto o aumento do valor das quotas em bolsa. O critério é o mesmo para o Ibovespa, por exemplo, que considera tanto a valorização das empresas incluídas no índice quanto os dividendos distribuídos aos acionistas.
Além da rentabilidade bastante superior, outra vantagem dos fundos imobiliários sobre a bolsa foi a menor volatilidade. O retorno foi positivo em todos os anos considerados no estudo ao contrário do que se observa com as ações - o Ibovespa chegou a cair mais de 40% em um único ano. Por outro lado, os fundos imobiliários estão longe de apresentar um ganho tão constante quanto o da renda fixa. Em 2008, a rentabilidade dos fundos foi a pior da série: apenas 5,62% - ou algo inferior à da caderneta de poupança. Já no ano de 2009 veio o melhor resultado: valorização de 43,43%, suficiente para deixar qualquer investidor feliz.
A alta volatilidade é um efeito colateral da forte valorização dos imóveis nos últimos anos. Os preços das propriedades subiram muito e deixaram os investidores bem contentes. Por outro lado, o ganho obtido no período foi muito mais influenciado pela valorização das quotas em bolsa do que resultante dos aluguéis distribuídos pelos fundos aos quotistas – esses, sim, bastante regulares.
Inclusive o investidor que avalia que os preços dos imóveis já chegaram próximos ao limite não deve investir em fundos imobiliários. Os aluguéis distribuídos pelos fundos no ano passado representaram em média 8,56% do valor das quotas. Com um investimento muito mais seguro como títulos públicos ou fundos de renda fixa, é possível obter uma taxa anual de retorno mais alto do que essa – ao menos enquanto os juros básicos da economia estiverem acima de 12% ao ano.
Além da rentabilidade bastante superior, outra vantagem dos fundos imobiliários sobre a bolsa foi a menor volatilidade. O retorno foi positivo em todos os anos considerados no estudo ao contrário do que se observa com as ações - o Ibovespa chegou a cair mais de 40% em um único ano. Por outro lado, os fundos imobiliários estão longe de apresentar um ganho tão constante quanto o da renda fixa. Em 2008, a rentabilidade dos fundos foi a pior da série: apenas 5,62% - ou algo inferior à da caderneta de poupança. Já no ano de 2009 veio o melhor resultado: valorização de 43,43%, suficiente para deixar qualquer investidor feliz.
A alta volatilidade é um efeito colateral da forte valorização dos imóveis nos últimos anos. Os preços das propriedades subiram muito e deixaram os investidores bem contentes. Por outro lado, o ganho obtido no período foi muito mais influenciado pela valorização das quotas em bolsa do que resultante dos aluguéis distribuídos pelos fundos aos quotistas – esses, sim, bastante regulares.
Inclusive o investidor que avalia que os preços dos imóveis já chegaram próximos ao limite não deve investir em fundos imobiliários. Os aluguéis distribuídos pelos fundos no ano passado representaram em média 8,56% do valor das quotas. Com um investimento muito mais seguro como títulos públicos ou fundos de renda fixa, é possível obter uma taxa anual de retorno mais alto do que essa – ao menos enquanto os juros básicos da economia estiverem acima de 12% ao ano.
Como funciona
Os fundos imobiliários são aplicações financeiras em que o dinheiro dos investidores é usado para a compra de um ou mais imóveis. Essas propriedades serão posteriormente alugadas para que o rendimento mensal possa ser distribuído aos quotistas. Quem decide investir em imóveis por meio de fundos tem uma série de vantagens. A principal delas é que não é preciso pagar Imposto de Renda sobre o rendimento obtido com aluguéis quando os fundos são listados em bolsa e obedecem a determinadas regras.
Outro benefício é que é possível investir em fundos imobiliários com quantias que não são suficientes para a compra de um imóvel, como 10.000 reais, por exemplo. Isso quer dizer que com 100.000 reais dá para montar uma carteira imobiliária bem diversificada comprando quotas de imóveis em bolsa. A possibilidade de diversificação não é apenas geográfica: dá para ser dono de partes de shoppings, torres de escritórios, hotéis e hospitais, entre outros imóveis corporativos.
Uma terceira vantagem é a maior liquidez. Há vários fundos imobiliários que têm quotas negociadas praticamente todos os dias na BM&FBovespa – enquanto a venda de um imóvel físico pode levar anos. A transação também é mais barata. Os custos com a transferência da escritura e os impostos municipais somam cerca de 3% do valor de um imóvel. Já a comissão da imobiliária pode somar até 6% do preço de venda do bem.
O último grande benefício é que o proprietário da quota delega a um gestor profissional trabalhos enfadonhos, como a realização de reformas ou a cobrança de inquilinos inadimplentes(clique aqui e veja 10 vantagens dos fundos sobre os imóveis).
Cuidados
Mas os fundos imobiliários também apresentam riscos que precisam ser avaliados antes que o investimento seja feito. Para Denise Hills, superintendente da área de sustentabilidade do Itaú Unibanco, e Martin Iglesias, gerente de educação para investidores do banco, a principal dificuldade para o investidor é avaliar se uma quota está cara ou barata. Quando alguém vai comprar um apartamento, por exemplo, pode simplesmente comparar o preço dele com outros imóveis da região para tirar uma conclusão sobre a adequação do valor pedido.
Já para avaliar se um shopping é negociado a um preço justo, é necessário gastar mais tempo levantando informações e fazendo contas. Em geral, o mercado não considera interessante qualquer fundo em que os aluguéis distribuídos mensalmente ao quotista sejam inferiores a 0,7% do valor da quota. Se essa regra for seguida à risca, entretanto, o investidor pode muitas vezes perder um bom negócio caso, por exemplo, várias torres de escritórios sejam erguidas perto de um shopping negociado em bolsa.
Outro problema é que não existe um índice oficial sobre o retorno médio dos fundos imobiliários. O indicador desenvolvido pela Rio Bravo reflete a rentabilidade média de 13 fundos com boa liquidez: Rio Bravo Renda Corporativa, Europar, Square Faria Lima, Shopping Pátio Higienópolis, Torre Norte, Grand Plaza Shopping, Edifício Almirante Barroso, BB Progressivo, Torre Almirante, Projeto Água Branca, CSHG Brasil Shopping, Hotel Maxinvest e West Plaza. Apenas sete desses fundos compunham o índice em janeiro de 2005. Os demais foram incorporados à medida que eram lançados e começavam a ser negociados na bolsa.
Diversificação relativa
É verdade que o investidor consegue montar uma carteira bastante diversificada de fundos imobiliários com o mesmo dinheiro que seria destinado à compra de um único imóvel. Mas Jayme Carvalho, estrategista do private banking do Santander, lembra que a maioria das pessoas que acumularam um bom patrimônio já possui um imóvel próprio para morar. Comprar fundos imobiliários ao invés de outras aplicações financeiras pode levar, portanto, a uma exposição excessiva do patrimônio de uma pessoa ao mercado imobiliário.
Pouca gente acredita que já haja uma bolha no mercado imobiliário brasileiro (veja os argumentos de quem acha que ela existe), mas duvidar que isso possa acontecer algum dia não é razoável. Carvalho, do Santander, lembra que a crise das hipotecas desatada em 2008 nos EUA mostrou que diversos investimentos imobiliários eram muito mais arriscados do que se imaginava. Ignorar que os preços dos imóveis já estão elevados e que uma hora ou outra todas as bolhas explodem é não querer aprender com os erros do passado.
Os fundos imobiliários são aplicações financeiras em que o dinheiro dos investidores é usado para a compra de um ou mais imóveis. Essas propriedades serão posteriormente alugadas para que o rendimento mensal possa ser distribuído aos quotistas. Quem decide investir em imóveis por meio de fundos tem uma série de vantagens. A principal delas é que não é preciso pagar Imposto de Renda sobre o rendimento obtido com aluguéis quando os fundos são listados em bolsa e obedecem a determinadas regras.
Outro benefício é que é possível investir em fundos imobiliários com quantias que não são suficientes para a compra de um imóvel, como 10.000 reais, por exemplo. Isso quer dizer que com 100.000 reais dá para montar uma carteira imobiliária bem diversificada comprando quotas de imóveis em bolsa. A possibilidade de diversificação não é apenas geográfica: dá para ser dono de partes de shoppings, torres de escritórios, hotéis e hospitais, entre outros imóveis corporativos.
Uma terceira vantagem é a maior liquidez. Há vários fundos imobiliários que têm quotas negociadas praticamente todos os dias na BM&FBovespa – enquanto a venda de um imóvel físico pode levar anos. A transação também é mais barata. Os custos com a transferência da escritura e os impostos municipais somam cerca de 3% do valor de um imóvel. Já a comissão da imobiliária pode somar até 6% do preço de venda do bem.
O último grande benefício é que o proprietário da quota delega a um gestor profissional trabalhos enfadonhos, como a realização de reformas ou a cobrança de inquilinos inadimplentes(clique aqui e veja 10 vantagens dos fundos sobre os imóveis).
Cuidados
Mas os fundos imobiliários também apresentam riscos que precisam ser avaliados antes que o investimento seja feito. Para Denise Hills, superintendente da área de sustentabilidade do Itaú Unibanco, e Martin Iglesias, gerente de educação para investidores do banco, a principal dificuldade para o investidor é avaliar se uma quota está cara ou barata. Quando alguém vai comprar um apartamento, por exemplo, pode simplesmente comparar o preço dele com outros imóveis da região para tirar uma conclusão sobre a adequação do valor pedido.
Já para avaliar se um shopping é negociado a um preço justo, é necessário gastar mais tempo levantando informações e fazendo contas. Em geral, o mercado não considera interessante qualquer fundo em que os aluguéis distribuídos mensalmente ao quotista sejam inferiores a 0,7% do valor da quota. Se essa regra for seguida à risca, entretanto, o investidor pode muitas vezes perder um bom negócio caso, por exemplo, várias torres de escritórios sejam erguidas perto de um shopping negociado em bolsa.
Outro problema é que não existe um índice oficial sobre o retorno médio dos fundos imobiliários. O indicador desenvolvido pela Rio Bravo reflete a rentabilidade média de 13 fundos com boa liquidez: Rio Bravo Renda Corporativa, Europar, Square Faria Lima, Shopping Pátio Higienópolis, Torre Norte, Grand Plaza Shopping, Edifício Almirante Barroso, BB Progressivo, Torre Almirante, Projeto Água Branca, CSHG Brasil Shopping, Hotel Maxinvest e West Plaza. Apenas sete desses fundos compunham o índice em janeiro de 2005. Os demais foram incorporados à medida que eram lançados e começavam a ser negociados na bolsa.
Diversificação relativa
É verdade que o investidor consegue montar uma carteira bastante diversificada de fundos imobiliários com o mesmo dinheiro que seria destinado à compra de um único imóvel. Mas Jayme Carvalho, estrategista do private banking do Santander, lembra que a maioria das pessoas que acumularam um bom patrimônio já possui um imóvel próprio para morar. Comprar fundos imobiliários ao invés de outras aplicações financeiras pode levar, portanto, a uma exposição excessiva do patrimônio de uma pessoa ao mercado imobiliário.
Pouca gente acredita que já haja uma bolha no mercado imobiliário brasileiro (veja os argumentos de quem acha que ela existe), mas duvidar que isso possa acontecer algum dia não é razoável. Carvalho, do Santander, lembra que a crise das hipotecas desatada em 2008 nos EUA mostrou que diversos investimentos imobiliários eram muito mais arriscados do que se imaginava. Ignorar que os preços dos imóveis já estão elevados e que uma hora ou outra todas as bolhas explodem é não querer aprender com os erros do passado.
Fonte: Texto de : João Sandrini, de Exame.com
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O PESO DA VALORIZAÇÃO DO BAIRRO NA COMPRA DO IMOVEL!!!
O peso da valorização do bairro na compra do imóvel
Quando se trata da compra do primeiro imóvel para morar - um bem que permanecerá com o dono por longo tempo, qual a importância do apelo imediato da valorização imobiliária em determinados bairros? Na fria análise matemática, a resposta é: para o comprador do primeiro imóvel, não existe importância imediata neste apelo, porque o imóvel do caso não é um negócio de mercado, e sim um bem de família, que não será negociado no curto prazo.
Para um imóvel cuja renegociação, se houver, ocorrerá no longo prazo, o peso da valorização do bairro é subjetivo. Trata-se de um apelo adequado para quem vende, e nem tanto para quem compra imóvel para morar. Diferente é para quem compra imóvel para alugar – este sim, um negócio de curto prazo, que se beneficia da repercussão do bairro.
A compra do imóvel para morar – que representa, medianamente, 75% do movimento do mercado, na Região Metropolitana de São Paulo – é melhor resolvida quando a escolha do bairro prioriza o conforto da localização em relação ao lugar de trabalho, a oferta local de serviços e equipamentos, o perfil urbano condizente com o estilo de vida de quem vai morar. Há bairros na cidade que não são os mais valorizados, no entanto, atendem plenamente a tais condicionantes, a depender das expectativas de quem compra.
O bairro, daqui a duas décadas – O espaço de tempo entre a compra da primeira moradia e a migração para outro imóvel é projetado com base no comportamento histórico do brasileiro. Embora contrate crédito para amortizar em 25, 30 anos, a maioria dos compradores quita seus imóveis em 216 meses, ou 18,5 anos, em média, e só então parte para nova compra.
Entre os que não antecipam a quitação, raros são os que negociam o imóvel antes de saldar totalmente o seu financiamento. Até ocorrer, um longo tempo terá escoado e, no futuro, o bairro da vez do passado poderá ter diminuída a sua repercussão.
No período, o bairro poderá passar por transformações, e nada garante que serão para melhor. Podem contribuir para a desvalorização até mesmo os novos equipamentos urbanos úteis, a exemplo de um indispensável viaduto para desafogar o trânsito.
Contudo, um bem de família é assunto sério, e deve, sim, ser adquirido pensando também na valorização, o que começa com uma boa compra e continua com a manutenção adequada. Este tipo de valorização é objetivo.
A valorização do imóvel - O memorial descritivo do imóvel pretendido é o cofre para considerável volume das moedas que lhe conferem valorização de bem de família, inclusive ao longo do tempo, independente do bairro onde está localizado. No memorial estão listados os materiais utilizados para a construção, os quais determinarão o bom desempenho e o tempo de vida útil de componentes como tubos, conexões, pisos, esquadrias, entre muitos outros.
Ao listá-los no memorial, a construtora deve incluir as marcas dos produtos, incluindo os utilizados para acabamento – como pisos, por exemplo; e mencionar as conformidades dos mesmos com a normatização da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABN).
O memorial descritivo deve ser esmiuçado pelo comprador, antes da compra do imóvel. Quanto melhor a qualidade dos produtos utilizados na construção, menor será a eventualidade de problemas com encanamentos, sistema elétrico, pisos e janelas, por exemplo; menor será o custo com a manutenção; e maior será a durabilidade e a robustez do bem familiar conquistado.
Cuidados para a boa compra do imóvel - Durante a obra, é de bom tamanho fazer visitas à construção para observar e fotografar os materiais em uso, com as marcas do fabricante visíveis. É recomendável abrir torneiras e chuveiros para constatar o fluxo e o escoamento da água e outras funções, como a correta abertura de portas e janelas. Desníveis, falhas na pintura e qualquer outro tipo de acabamento devem ser fotografados.
As chaves do imóvel não devem ser aceitas antes que o comprador faça a completa vistoria. Na impossibilidade de vistoriar de imediato, deve ser formalizado que a posse do imóvel é provisória, e que só será efetivada após as constatações de bom funcionamento dos sistemas e o perfeito acabamento do imóvel.
Por ora, a lei determina que a responsabilidade da construtora sobre o imóvel tem a duração de cinco anos. Porém, não se trata somente desta garantia. Trata-se de usufruir todos os direitos da compra, e ocupar o imóvel adquirido em perfeitas condições, que façam da moradia um prazer, e não uma dor de cabeça.
Tomar precauções no decorrer da obra e vistoriar o imóvel antes do aceite definitivo das chaves é um procedimento que pode evitar o ingresso na lista dos 240 mil mutuários que atualmente, em todo o Brasil, caminham com processos na Justiça, por conta de insatisfação com seus imóveis comprados na planta.
Fonte: R7
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